Novas aprendizagens: (Re)Desenhando planos, indicadores e metodologias

Texto por Alessandra Novak.

Plano de aprendizagem: quais são as nossas metas?
Afinal de contas: qual a nossa intenção enquanto docentes? Aprendizagem dos nossos estudantes, é claro. Por que então em nossos planejamentos temos tradicionalmente o foco naquilo que vamos ensinar, e não naquilo que nossos estudantes aprenderão?
Planejar é uma atividade docente influenciada por inúmeros fatores e é composta por propósitos e intenções. Reflexões acerca de um novo modo de planejar, a partir da mudança de perspectiva, nos permitirão alcançar melhores resultados, pois os melhores planejamentos nascem das aprendizagens desejadas.

Indicadores de aprendizagem: por uma avaliação a serviço da aprendizagem
Se sabemos quais aprendizagens nossos estudantes devem alcançar, como podemos identificá-las?
A avaliação é sempre um dilema em reuniões docentes, sendo difícil alcançar um consenso em relação a melhor forma de avaliar. Inúmeros são os motivos pelos quais esta etapa do processo ensino-aprendizagem torna-se polêmico e problemático, como por exemplos a dificuldade em se definir a avaliação, seu posicionamento enquanto parte e não fim do processo de ensino e aprendizagem, além das dificuldades em se elaborar os melhores instrumentos.
A partir disto, tem-se a necessidade de se discutir os conceitos, reposicionar a avaliação no processo e alinhá-la para que atenda as metas de aprendizagem e para que a mesma seja um instrumento para identificar o alcance das aprendizagens desejadas, não o fim em si mesma.

Metodologias (in)ativas: e agora?
Sei aonde pretendo chegar, como verificar que cheguei mas… qual caminho devo usar?
A urgente mudança na escola passa pela mudança na escolha das estratégias de ensino (metodologias) que atendam as metas de aprendizagem, visto que os recursos disponíveis mudaram, assim como o perfil dos estudantes. Além disso, muitas foram as contribuições da neurociência sobre as formas pelas quais os seres humanos aprendem, e alinhar estes conhecimentos às práticas de ensino permitem melhores resultados na aprendizagem. Aprendemos quando fazemos, quando somos ativos no processo. A aprendizagem acontece quando mobilizamos processamentos cognitivos, quando novas conexões entre aquilo que já temos e o novo acontecem, formando novas aprendizagens.
Diante deste contexto, deve-se refletir sobre aquilo que já se pratica e que é eficiente e as novas contribuições para que a sala de aula atenda estas expectativas dos estudantes e torne-se assertiva em relação às suas metas.
Aprendemos uns com os outros, somos recursos uns para os outros e as atividades em grupos quando bem planejadas, permitem alcançar níveis cognitivos mais complexos. Uma prática que auxilia nos trabalhos em equipes, e que pode fazer parte deste planejamento, é a definição de funções para cada um dos membros da mesma, conforme abaixo:

ORIENTADOR
Lê a atividade; garante que todos entenderam o comando; mantém o grupo focado.

COMUNICADOR
Garante o registro das informações; é o orador quando necessário.

MONITOR DE RECURSOS
Providencia materiais para o grupo; chama o professor para fazer uma pergunta do grupo.

CONCILIADOR
Reforça o uso das normas; garante que cada um realize o seu papel; garante que a ideia de todos os membros serão ouvidas.

TEMPORIZADOR
Controla o tempo para que todos terminem dentro do prazo estipulado para a atividade.
Os grupos deverão discutir o que torna uma aula engajadora e eficaz e produzir um cartaz com um diagrama de Venn encontrando aquilo que faz de uma aula simultaneamente engajadora e eficaz.